Nova York – 21 a 24/10

Bem, finalizo os relatos de viagem com fotos de Nova York que falam por si – quando não falam eu ajudo!

Fizemos os programas de praxe e alguns nem tanto: Empire State, Rockefeller Center, Broadway, Metropolitan, Brooklin Bridge, ex-World Trade Center, Wall Street, Battery Park, Staten Island, Harlem…

Primeira missão: comprar ingresso para algum espetáculo da Broadway.

Ó, céus… qual escolher?

A Sílvia já tinha visto “Chicago”, “Mamma Mia”… A sorte é que todos os espetáculos são bons. Optamos por “Billy Elliot”.

Assim como o de Santiago do Chile, o restaurante giratório de NY tem um ar meio decadente, de “fim de festa”, mas vale pela vista e pelo elevador panorâmico interno, que nos dá a exata noção da altura a que estamos chegando (resta conhecer o de Veranópolis!):

Loja da Lego:

Rockefeller Center:

Aguardando a abertura da pista de patinação:

86º andar do Empire State:

102º andar…

De volta ao chão, enquanto a Sílvia compra roupinhas para as suas sobrinhas, tento tirar fotos de mim mesma na frente do “Flatiron”:

Diante do resultado, decido prender o cabelo e esperar que a Sílvia venha me ajudar:

De novo, tento me fotografar sozinha… mas quem rouba a cena é a menininha!

Sílvia vem dar um help… e eis que surge o Empire State ao fundo!

(East ou West?) Village:

Era pra mostrar o estacionamento, mas o “bro” achou que era com ele:

Não, não é a Redenção…

No sul da ilha, obras a pleno vapor:

Occupy Wall Street (bem mais animado que em Washington):

Fim de tarde no Battery Park:

Em busca da Whoopy Goldberg, no Harlem:

Depois de uma missa católica e uma metodista, achamos a Whoopy numa igreja batista. Na primeira, o coro era um desastre, mas tivemos que assistir até o fim, por medo do padre, que cobrava mais participação dos fiéis (ele chegou a nos passar o microfone para que nos apresentássemos). Na segunda, não chegamos a nos sentar, porque o padre gritava e dava mais medo ainda. Na terceira, os turistas ficavam separados dos fiéis, no mezanino. Ali encontramos o show, mas já estava no fim:

Loja de lãs:

Guggenheim:

Esta fotografei pro pai e a mãe, apreciadores de radicci do mato e similares (detalhe do canteiro):

Central Park:

Metropolitan:

Katz’s delicatessen, onde foi filmada a cena em que a personagem da Meg Ryan finge um orgasmo, em Harry e Sally:

O carro-chefe da casa, “the best pastrami in New York” (é ótimo, mas não consegui ir além da terceira mordida; devia ter pedido o milk-shake da Sally!):

Brooklin bridge:

Sílvia voltou a Washington… e eu retomei o hobby da autofotografia (adorei esta, aliás; até parece que o homem-aranha esteve por ali):

Volta e meia alguém tenta se jogar da ponte…

desta vez, foi uma moça, que felizmente não conseguiu cumprir seu intento.

Resultado:

Passeio de ferry boat (gratuito) para Staten Island:

O ambiente impressiona, mas cabe todo mundo (e sobra lugar):

Ainda a velha Alexandria

Isto também foi no dia 20, mas merece um post à parte. Só a Sílvia pra descobrir uma preciosidade dessas!

(pra variar, desculpem a falta de jeito com a câmera)

Eles tocam às quintas-feiras, numa cafeteria próxima à casa da Sílvia.

Alexandria – Old Town (20/10)

A Sílvia saiu mais cedo para ir ao médico e não teve tempo de me orientar sobre como chegar ao centro histórico de Alexandria, perto da casa dela. Fui para a rua de mapa na mão, com o perguntômetro ligado. Uma senhora acabou me dando carona até o ponto zero do meu roteiro pela área, a King Street.

Os primeiros moradores:

Trechinho de rua de paralelepípedos preservado. Até bem pouco tempo, a Otávio Dutra também era assim…

Vai um bifezinho? (…)

Saí de Alexandria rumo ao shopping, onde passei o resto do dia, zonza.

Georgetown (19/10)

A Sílvia me emprestou um guia de Washington e, com ele em mãos, fiz um roteiro de uma hora e meia de caminhada por Georgetown, o bairro onde moram (ou moraram) figuras importantes da política americana: diplomatas, senadores, secretários de Estado, ex-presidentes.

A capela ao fundo, no cemitério de Oak Hill, é obra do mesmo arquiteto que desenhou a catedral de Saint Patrick, de Nova York, e a sede do Instituto Smithsonian, de Washington:

Como observou a mãe da Sílvia, é estranho como algumas casas mantêm todas as venezianas 100% abertas, 24 horas por dia… Chegando mais perto, ela desfez o mistério: viu que eram só enfeite, não há dobradiças.

Em tempo de Halloween, as abóboras são uma obsessão:

As torres ao fundo são da Universidade de Georgetown, onde a Sílvia estudou.

Escadaria onde foi filmada uma cena de “O Exorcista”:

Encerrado o passeio, descobri que a estação de metrô mais próxima ficava do outro lado do Potomac, em Virginia.

Atravessei a ponte e peguei o metrô para o Pentagon City, onde há um shopping center com mais de 170 lojas. Estava desacostumada e tive um certo choque. Foi como entrar desavisada no Iguatemi num sábado à tarde. Quis fugir.

(E fugi mesmo, mas no outro dia voltei.)

Loja da Apple:

Mais tarde, comemos uma “no healthy food” num local onde o Obama esteve antes e depois da eleição (apesar das campanhas da primeira-dama pela alimentação saudável).

Prédios iluminados à noite:

Newseum, o museu da imprensa (18/10)

Minha intenção era descer do metrô e ir direto à National Gallery e ao Newseum, o museu da imprensa, inaugurado em 2008, mas me atrapalhei e acabei caminhando para o outro lado. Como tudo é grandioso em Washington, não foi perda de tempo.

Passei pelo Navy Memorial, pelo FBI, pelo centro de visitantes da Casa Branca, pelo Edifício Ronald Reagan, pela Churrascaria Fogo de Chão (!), pelos manifestantes do Occupy D.C., acampados na Freedom Plaza.

Ao retomar a linha dos museus, dei uma espiadinha nos de História Americana e História Natural.

O de história americana tem esta bandeira estilizada no saguão. Atrás dela, há uma exposição sobre… the star spangle banner.

O de história natural tem elefantes, dinossauros, peixes, pássaros…

Também passeei pelo Jardim das Esculturas, muito divertido e nonsense. Fica na frente do Arquivo Nacional.

E caminhando, caminhando, cheguei à National Gallery, onde circulei sem método.

Só procurei a “Ginevra de Benci”: a única obra de Leonardo da Vinci nas Américas, segundo o texto explicativo.

Adorei encontrar por acaso “Uma menina com um regador”, de Renoir, que sempre vi na sala da mãe.

Saindo da National Gallery, fui direto ao Newseum, o museu da imprensa.

É um dos poucos museus pagos em Washington (vinte e poucos dólares, com desconto de 20% para jornalistas), pois não pertence à Smithsonian Institution, mantida pelo governo americano, que administra os demais museus (e outras tantas atividades e centros de pesquisa no mundo).

A arquitetura do prédio é inspirada na arquitetura de um jornal (não me peçam para desenvolver a ideia):

Uma sala no térreo expõe as fotos vencedoras do Prêmio Pulitzer nos últimos anos:

O museu também abriga objetos símbolos de momentos históricos e assuntos que mobilizaram a mídia, como a porta de Watergate, a cabana do Unabomber, um pedaço do muro de Berlim:

A antena que estava sobre uma das torres gêmeas:

Telefones celulares achados entre os escombros:

Veículo usado em reportagem de guerra:

Um painel mostra fotos de jornalistas do mundo todo mortos no cumprimento do ofício:

Outro painel apresenta o grau de liberdade de imprensa em cada país. O Brasil está em amarelo:

Há um bom espaço dedicado à Primeira Emenda à Constituição dos Estados Unidos, que integra a Declaração de Direitos do país.

Ela proíbe o Congresso de:

  • estabelecer uma religião oficial ou dar preferência a uma dada religião;
  • proibir o livre exercício da religião;
  • limitar a liberdade de expressão;
  • limitar a liberdade de imprensa;
  • limitar o direito de livre associação pacífica;
  • limitar o direito de fazer petições ao governo com o intuito de reparar agravos.
  • Quando saí do museu, o “East Building” da National Gallery já estava fechado (os museus fecham às 17h). Fiquei brincando nos espelhos.

    Sessão do Senado americano (17/10)

    Peguei o metrô com a Sílvia, ela desceu umas paradas antes para ir trabalhar e eu segui até a L’Enfant Plaza, mais ou menos na altura do meio do “mall”, a área que vai do Capitólio ao obelisco e reúne um número enorme de museus, quase todos com entrada franca. Comecei pelo aeroespacial, que era o mais próximo.

    O espaço dedicado aos irmãos Wright estava fechado, uma funcionária ficava sentada na entrada se oferecendo para esclarecer dúvidas. Como ela provocou, eu disse a ela que, para os brasileiros, o primeiro voo foi do Santos Dumont. Ela me apresentou então um discurso pronto de como os americanos reconheciam o pioneirismo de Santos Dumont, a importância dele para a aviação etc.

    Pela quantidade de brasileiros que se vê em todo lugar ela deve repetir isso todos os dias!

    Saí e caminhei até o Capitólio, sede do Senado e da Câmara dos Deputados.

    Segui caminhando até a Biblioteca do Congresso, a Suprema Corte e os prédios anexos do Senado.

    Depois, voltei ao Capitólio e decidi entrar. Havia uma fila para assistir à sessão. Todos tinham uma credencial colada na roupa e perguntei como fazia para obter uma. Eu teria que pedir ao “meu senador”. Dei mais uma circulada e uma guardinha veio em meu auxílio: me arrumou duas credenciais, uma para a Câmara dos Deputados e outra para o Senado. Primeiro, visitei a Câmara. A sala estava vazia. Já na sala do Senado, transcorria a sessão. Nos entregaram um livrinho com explicações sobre o legislativo e os nomes e lugares de todos os senadores, nos orientaram a não falar, nem fazer gestos de aprovação ou desaprovação. Fomos entrando por grupos, em silêncio, e nos acomodando no mezanino.

    No plenário, a única cadeira ocupada correspondia ao lugar do vice-presidente dos Estados Unidos, que preside as sessões. Soube, depois, que não era ele quem estava lá, e sim o senador Richard Blumenthal. À frente dele, havia outros três ou quatro lugares ocupados, todos por assessores legislativos, e, sentados no chão, vários adolescentes, os “pages”, alunos do penúltimo ano do segundo grau que atuam como mensageiros entre os parlamentares. Depois de algum tempo sem acontecer nada, surgiu um senador (John Thune), que discursou sobre impostos ou qualquer outra coisa. Ouvi um pouquinho e saí. Disse ao segurança que sessões plenárias eram “chatas em todo lugar”. Ele me perguntou que outro parlamento eu havia visitado e eu contei que trabalhava no parlamento no Brasil.

    No livrinho, eles esclarecem:

    Visitors to the Senate Chamber often question why so few members may be on the Senate floor at any one time. The floor proceedings comprise only a fraction of a senator’s average day. The daily schedule includes consulting off the floor with fellow senators, administration officials, staff, constituents, and other visitors; answering correspondence; and briefing the media. Generally, the largest share of a senator’s time is devoted to committee* work.

    Soa familiar, não?

    *Committees são as “comissões”.

    There are 16 Senate standing committees, three select committees, one special committee, and four joint committees with the House. On average, each senatorserves on three standing committees and at least one select, special, or joint, committee. In addition, there are numerous subcommittees within each committee.

    Dia de Casa vazia:

    Os “com credencial”:

    Aparelhos eletrônicos, na segurança:

    Após a visita, voltei a caminhar no mall, agora pelo outro lado, até o Obelisco.

    Depois, dobrei à direita e fui ver a Casa Branca.

    Na janta, burritos & tequila:

    Dunkerque/Paris/Nova York/Washington D.C. (16/10)

    Epopeia: O Piletti me levou até a estação de trem, chegamos no último segundo! Trem de Dunkerque para Lille-Flandres. Dali, mudei de estação e segui para Paris. Em Paris, peguei o voo para Nova York. E de Nova York, o aeromóvel, o LIRR (Long Island Road Rail) e o trem para Washington D.C. Saí de Paris às 14h30 e cheguei a Nova York às 17h10. Diferença de fuso: seis horas. A Sílvia me pegou na estação. Linda estação, por sinal.

    Havaianas, no aeroporto Charles de Gaulle, por 25 euros:

    Linda Bruges… mas não hoje (15/10)

    Dia cansativo. Era para voltar para Dunkerque, parando em Bruges no caminho. Foi o que fiz, mas passei tempo demais em trânsito. Fiquei só duas horas em Bruges. A cidade é bonita, mas havia turistas em excesso, eu estava cansada, fui destratada numa loja e ainda achei um bicho na minha salada.

    Amsterdam (14/10)

    Tomei um lauto café da manhã e fui de tram ao Museu Anne Frank, onde ela e a família ficaram escondidos na época do nazismo. Não há móveis na casa, mas em cada aposento há painéis explicando o que havia ali. Também há objetos, fotos, páginas do diário e depoimentos em vídeo, muito emocionantes.

    Fila para entrar:

    Na praça central, há guias turísticos que oferecem passeios gratuitos a pé (na verdade, o pagamento é por gorjeta, cada um dá o que quer). Fiz um desses tours com um guia chileno.

    Dam Square, de onde saem os grupos:

    Há várias opções de banheiros públicos (nenhum utilizável por nós, mulheres):

    Na entrada do bairro da Luz Vermelha, há uma igreja. Os marinheiros pecavam e já compravam a absolvição. Alguns pagavam adiantado e ficavam com crédito. Hoje, funciona um centro de eventos no local.

    Num certo ponto, o guia desatou a falar de marijuana e eu achei que talvez devesse inserir o tema na minha programação. Pedi que me indicasse um local confiável pra eu comer um muffin. Ele me deu o nome e o endereço e eu fui até lá, mas desisti da ideia porque estava sozinha.

    Madame Tussaud:

    Os bonecos são muito fake. Mesmo assim, tirei fotos com os bonitões.

    Depois dos passeios, voltei pro albergue e fiz reserva para mais uma noite. Desta vez, não consegui um quarto só para mim. Tinha uma guria de Porto Rico e outra que eu só vi dormindo. A primeira me convidou pra sair com ela e um amigo, mas eu estava com preguiça de socializar. Saí sozinha, peguei o tram e desci numa praça mais animada.

    Jantei num lugar em que dizia “carne uruguaia”, mas a carne não tinha gosto.

    Parei pra assistir a um artista de rua, que alegrou a noite. Só faltou um amigo pra dividir o momento. Compartilho aqui:

    No início do show, um cidadão disputava com o cantor a atenção do público. O cantor se irritou e disse que encerraria a apresentação. O povo então se aproximou, fechou o círculo e ele voltou a cantar. O cidadão aparece no final.

    Gent: adoração do cordeiro místico e castelo medieval (13/10)

    Peguei o ônibus e o trem novamente, desta vez para Amsterdam, com escala em Gent, uma cidade linda na Bélgica. Algumas das atrações são a Catedral de Saint Bavon, que abriga um quadro célebre, “A Adoração do Cordeiro Místico”, pintado pelo artista flamengo Jan van Eyck, em 1432, e o Castelo dos Condes.

    Dentro da catedral, para ver a pintura de Van Eyck, é preciso pagar 4 euros. Também há uma cópia, em papel fotográfico, numa das capelas, mas vale a pena conferir o original. O visitante recebe um fone de ouvido e um aparelho que fornece informações em francês, inglês, alemão, flamengo, espanhol e italiano.

    A obra de Van Eyck compõe-se de 20 painéis: 12 na frente e mais oito na parte de trás, que se tornam visíveis quando o quadro é fechado. Esses múltiplos painéis fazem dele um “políptico” (eu entendia “político”, sem o p, e não sabia por que o chamavam assim). Segundo a narração, a pintura representa a redenção (do homem).

    (A catedral também abriga uma obra importante de outro pintor famoso, Rubens: “A entrada de San Bavón na abadia de Gent”, de 1624.)

    As explanações foram longas, mas interessantes, e consegui sair da igreja ainda com sol lá fora.

    Também vale a pena conhecer o castelo medieval que pertenceu aos condes de Flandres. A construção é do século 12. No local, há um museu com uma coleção de armas e armaduras, uma réplica de guilhotina e exposição dos métodos de tortura da época.

    Deixei Gent e segui para Amsterdam, com parada forçada na Antuérpia, que dizem também ser linda, mas onde fiquei apenas uma meia hora.

    Cheguei no albergue, em Amsterdam, quase às onze da noite, sem reserva. Só havia quartos mistos para seis pessoas ou femininos também para seis pessoas. Perguntei se entre os femininos não havia um mais vazio, que não estivesse todo ocupado… Dei sorte. Tinha um só pra mim! Limpinho, novinho, um brinco.