Tínhamos um passeio por Dunkerque com a Edith e um chá de fraldas, mas foi um dia de desencontros. A Edith bateu à porta e não ouvimos, e o chá foi cancelado. Mais tarde, a Edith voltou e a Cris tentou ajudá-la a fazer uma ligação para o Brasil. Ela é uma espécie de madrinha de um menino brasileiro que ela não conhece pessoalmente. Escreve cartas, envia presentes e acompanha a vida dele de longe. Com a ajuda da Cris, ela ia falar com ele pelo telefone pela primeira vez, mas não conseguiu (quando ligou, ele já tinha saído).
Fui caminhar sozinha em Dunkerque.
O edifício branco, no fundo, é o Le Grand Pavois, onde moram a Cris, a Camila e o Piletti:
Fui de ônibus até a fronteira com a Bélgica e não deu tempo de pegar o primeiro trem, às 7h55, de La Panne a Bruxelas. Fiquei passeando pela cidade, fotografei as ruas e o cemitério.
Saí de La Panne às 8h55. Ao chegar à estação, em Bruxelas, apreciei o aroma que eu voltaria a sentir em todo lugar, ao longo do dia: waffle com chocolate. Pedi um e comi com café e leite. Já na rua, decidi pegar um ônibus turístico para ter uma ideia geral da cidade.
Brazil rules:
A bandeira no topo indica que o rei está no palácio:
Arco do Triunfo belga:
Na foto abaixo, a sede da Comissão Europeia (edifício Berlaymont). Pelo que entendi, o prédio foi evacuado por conter amianto e está em reforma.
Prédios.
De acordo com o meu livrinho e a Wikipedia, o Atomium (abaixo) foi construído em 1958 para simbolizar o poder da energia nuclear. Com 103 metros de altura, representa um cristal elementar de ferro, ampliado 165 bilhões de vezes, com tubos que ligam as nove partes formando oito vértices. As esferas de ferro, com cerca de 18 metros de diâmetro, estão ligadas por tubos com escadas de 35 metros. As janelas instaladas na esfera do topo oferecem aos visitantes uma vista panorâmica da cidade. Como estava nublado e tinha pouco tempo, eu não subi.
Grand Place. Lindíssima:
Museu do Chocolate, bem sem graça:
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Manneken Pis.
Viemos até aqui pra ver isso? (Li na web que há uma réplica da estátua em frente à sede do Botafogo, no Rio de Janeiro. Ela foi apelidada de “Manequinho” pelos torcedores e virou mascote do time.)
Comi um waffle simplezinho, com Nutella (o quarto, da esquerda pra direita, da primeira fila, de baixo para cima):
Na volta a Dunkerque, não sabia direito qual era a parada e desci meio longe. Fui até a praia e caminhei pro lado errado. Passou um carro da polícia e eu perguntei “Le Grand Pavois?” e eles então me apontaram a direção certa.
O Piletti foi trabalhar e a Cris, a Camila e eu fomos ao supermercado. A prateleira de queijos é impressionante, dá pra viver só disso. Pena que a Cris odeie queijo. Eu adoro.
Programei uma viagem a Bruxelas no dia seguinte. Vale mais a pena ir de ônibus até a fronteira e dali pegar o trem.
A Camila dispara na frente. Eu paro e fico olhando até onde ela vai. Ela corre mais um pouquinho, para e se vira. Me olha (foto). Eu continuo parada. Então vem a Cris a mil e ela desata a correr de novo.
Quando levantei, a Cris já estava na cozinha, preparando vários pratos ao mesmo tempo. Disse pra eu me aprontar rápido e ir ajudar, pois logo chegariam os convidados. Hein?
Vieram cinco pessoas: o Diego (ou Diogo?), a Cris, o ?, a Edith e o Nicolas.
A Cris preparou um maravilhoso estrogonofe, saladas (separou pra mim uma sem maionese) e duas sobremesas: sagu de maracujá com creme e um doce feito de chocolate bis.
Acordei às 9h20, tomei café e fui passear na Sacre Coeur. Subi as escadarias, visitei a igreja, acendi uma vela e comecei a descer de volta. No meio do trajeto, quem eu vejo? O Cícero, colega de oficina literária em Porto Alegre, que está fazendo doutorado em Paris!
Conversamos um pouquinho, mas eu logo saí correndo para visitar a Notre Dame.
Pausa para o almoço:
Voltei pro hostel, peguei as malas e segui para a estação de trem, de onde parti para Dunkerque. Foi ótimo encontrar a Cristina, na plataforma do trem, a me esperar, numa cidade tão improvável. Também foi ótimo rever a Camila, já maiorzinha, falante, e o Piletti. Tentei seguir as orientações da Noemia, de não dar muita bola pra ela.
- É pra fazer que nem se deve fazer com homem? – confirmei, depois, com a Cris.
- Isso!
Cheguei a Paris cedo e fui de trem do aeroporto à Gare du Nord. Achei que ficasse pertinho do hostel e fui a pé, mas o mapa estava errado, só tinha as ruas principais, e a caminhada se tornou interminável. Fui pedindo informações no meu francês “fluente”.
Depois de dois dias, finalmente tomei BANHO !! Se bem que com os lencinhos umedecidos e o álcool gel da Noemia eu ainda estava mais limpinha do que o parisiense médio.
Deixei as coisas no hostel e fui de metrô até o Arco do Triunfo. Dali caminhei em direção à Torre Eiffel. Voltei e segui pela Champs Elysées até o obelisco, na Praça da Concórdia.
Tenho fotos mais bonitas, mas nenhuma tão glamourosa:
No hostel, conheci a Cláudia, de Porto Alegre. Fomos a um concerto gospel logo atrás do hostel, nas escadarias da Sacre Coeur:
Depois do concerto, escolhemos um dos muitos barzinhos das proximidades para jantar. Pedi perna de pato com salada, vinho e sorvete com calda de chocolate. Conhecemos dois franceses que não acreditaram na viagem que eu faria no dia seguinte. “Quem é que sai de Paris para ir a Dunkerque?”
Cheguei a Nova York às 6h. Depois de despachar a bagagem, passar pela fila da imigração, apresentar o formulário do ESTA (Eletronic System for Travel Authorization) e dizer o que ia fazer nos EUA, peguei o air train, o aeromóvel que liga os terminais do aeroporto ao metrô, e fui dar uma volta pela cidade, aproveitando o tempo livre até o horário do voo para Paris (17h29). Desci na 5ª Avenida com a 53th Street e fui caminhando até a Trump Tower. Depois, voltei e andei até o Empire State, passando pela Catedral Saint Patricks, pelo Rockefeller Center e pela Biblioteca Pública.
Comi um mingau de aveia com passas e açúcar mascavo, bem típico, e segui até a Broadway. Na altura do Empire State, a bateria da minha máquina acabou e não bati mais fotos. Entrei numa loja Sephora e fiquei experimentando maquiagens, inclusive um batom que me inchou os beiços (pois é, não parece muito higiênico, mas removi uma boa camada antes de passá-lo na boca).
Voltei pro aeroporto por volta das duas horas, sem risco de perder o voo.
O voo da Gol sairia às 13h30 de Porto Alegre a São Paulo, mas foi cancelado por problemas, se não me engano, no trem de pouso. Acabei indo pela Avianca, às 14h45. No problem. A ida para Nova York era só às 21h15. Nesse primeiro dia, anotei: “Adoro ficar olhando as pessoas no aeroporto e ouvir as conversas em vários idiomas”… Dias depois, a cabeça doía de tanto esforço para entender os vários idiomas! Não é que nem na língua materna que a gente escuta e entende até o que não quer…
Encontrei Bruna Lombardi e Carlos Alberto Ricelli no aeroporto e pedi pra tirar foto. Recém tinha visto um filme deles sobre o caminho de Santiago de Compostella, que a Sílvia e a Noemia percorreram, e achei que seria engraçado enviar a elas!
Já desfiz as malas, lavei roupa, voltei pro trabalho e, agora, falo um pouquinho dos 20 dias de andanças pela Europa e os EUA – essa viagem maluca pra visitar a Cris e a Sílvia. O roteiro foi o seguinte:
5/10: voos de Porto Alegre a São Paulo e de São Paulo a Nova York
6/10: chegada a Nova York às 6h15 e saída para Paris às 17h29
7/10: chegada a Paris às 6h45
8/10: ida a Dunkerque, de trem
9 a 15/10: Dunkerque (FR), Bruxelas, Ghent, Bruges (BE) e Amsterdam (HO)
16/10: saída de Dunkerque para Paris, de Paris para Nova York e de Nova York a Washington D.C.
17 a 20/10: Washington D.C.
21 a 24/10: Nova York
25/10: retorno a Porto Alegre
O mês de julho estava assim parado, meio jururu, muitos amigos de férias, frio, chuva, vento… e então veio AGOSTO, um rebuliço. Diz a Canciam que é porque é o mês dos leoninos, então tudo fica mais exibido!
Começou com a festa de 40 anos da Lopez, no dia 5, evento anunciado e aguardado desde o ano passado (ela teve aulas de canto o ano inteiro para o show da noite):
Agora, no fim de semana, foram celebrados os 50 anos do Coral da UFRGS (na foto, a formação atual):
Amanhã (15), é o aniversário do pai.
Quinta (18), a Mariza recebe mais um prêmio Lila Ripoll, na Assembleia.
E no dia 20…
Almoço de reencontro da turma do Santa Rosa de Lima, reunida pelo Facebook:
Lançamento do primeiro livro da Ana Santos (imperdível):
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